segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A principal liderança capixaba da Rede Sustentabilidade

Marina Silva e Gustavo de Biase, do Rede Sustentabilidade. Foto: Divulgação.
O discurso pós-moderno da candidata Marina Silva tem as ideias do sociólogo polonês Zygmunt Bauman como norte. Para Bauman, o mundo hoje vive uma fluidez que, de certa forma, torna nefasto o poder das antigas e tradicionais instituições políticas. Elas seriam pouco flexíveis e desconectadas da atualidade.
Segundo o sociólogo, vivemos uma era de grande individualismo, na qual as pessoas não querem ser importunadas no direito de seguir o caminho que escolheram para alcançar uma paradoxal felicidade. Essa individualização representa o pior inimigo da velha política, formada na ideia de que a cidadania deve ser construída a partir de uma estrutura baseada em partidos.
Marina utiliza as críticas de Bauman à sociedade como um meio estratégico para formar o que ela vem denominando “nova política”. Um conceito que pretende, ao menos no campo teórico, unir individualidades em uma grande rede participativa. Nessa rede os partidos perdem importância e ganham destaque as características individuais dos agentes públicos. A candidata, sendo pós-moderna, tenta se conectar com o mundo atual, fugindo da robustez dos discursos antiquados. Dessa forma, independente de ganhar ou não a eleição, ela tem alcançado o objetivo de formar a Rede Sustentabilidade, que hoje conta com ramificações em diversos estados.
No Espírito Santo, a principal liderança da Rede Sustentabilidade é um jovem político, de apenas 26 anos, cujas ideias a respeito da esfera pública apontam para a direção conceitual do mundo da “nova política”, da qual ele, mesmo por causa da idade, naturalmente faz parte. Gustavo de Biase é formado em Serviço Social pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) e se tornou conhecido quando concorreu à prefeitura de Vitória, pelo PSOL, em 2012.
Na época, fez uma campanha cujo desempenho surpreendeu, dando a ele um espaço legítimo no disputado campo da política. Ao se candidatar pelo PSOL teve contato com lideranças de esquerda de todo país. Foi quando conheceu Marina Silva que, posteriormente, o convidaria para ser o porta-voz da Rede Sustentabilidade no estado.
Entre os capixabas, cerca de 20 mil eleitores assinaram a lista que serviria como base legal para que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizasse a formação do “partido”. No entanto, o TSE não permitiu que a Rede fosse oficializada. Marina acabou por se filiar ao PSB, a convite de Eduardo Campos, e levou seus eventuais correligionários a aderirem ao mesmo partido. Assim, Gustavo de Biase ingressou no PSB e decidiu se candidatar a deputado federal.
Sua campanha tem algumas bandeiras claras, como o fim do pedágio nas rodovias federais e o apoio ao Movimento Passe Livre, que prevê a adoção da gratuidade para o transporte coletivo. No entanto, sua visão política é muito parecida com o que vem sendo pregado por Marina Silva. Ele fala sobre a necessidade de haver uma aproximação com as pessoas fora do contexto partidário, mas de uma forma integrada, que permita um contato direto com as bases. Algo que possibilitaria aos cidadãos se pronunciarem, sem as grandes barreiras hierárquicas que hoje distanciam as pessoas da política.
Essa visão pós-moderna, afinada com o discurso de uma das principais candidatas à presidência da República, tem fortalecido o jovem Gustavo de Biase, que hoje é visto nos meios políticos como um nome em ascensão, com chances de sair vitorioso e conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados. Seu grande desafio frente à Rede Sustentabilidade é manter suas ideias sem ceder às pressões e encantamentos da velha política. O mesmo desafio que sua mentora, Marina Silva, terá nos próximos anos. Se vão conseguir, só o tempo dirá.
Sergio Denicoli

Sergio Denicoli 
Conexões 
sergio@leiase.com.br

Sergio Denicoli é graduado em Jornalismo e em Publicidade, Mestre em Informação e Jornalismo e Doutor em Ciências da Comunicação. Foi professor do curso de comunicação da Universidade do Minho e da Universidade Lusófona do Porto, ambas em Portugal. Iniciou a carreira jornalística na Rádio CBN Vitória, atuou na TV Vitória, TV Gazeta e foi colunista do jornal "A Gazeta", onde escreveu , até 2013, a coluna "Direto da Europa". Publicou na Europa dois livros referentes à comunicação digital e, atualmente, tem se dedicado aos estudos das lógicas de funcionamento e regulação da Internet. Tem uma vasta experiência internacional, tento vivido e atuado como pesquisador em Portugal, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos.
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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Esquentou Pressão de Coser para retirar candidatura de Roberto Carlos deixa clima tenso no PT

Manaira Medeiros
11/09/2014 15:57 - Atualizado em 11/09/2014 16:21

 
As pressões do presidente regional e candidato ao Senado do PT, João Coser, para retirar a candidatura ao governo do deputado estadual Roberto Carlos em favor de seu aliado político Paulo Hartung (PMDB), deixaram o clima tenso no partido. Diante dos constantes assédios do ex-prefeito, a interlocução do diretório nacional do partido no Estado foi entregue à sua representante local, deputada federal Iriny Lopes, conhecida por suas posições duras em relação às articulações de Coser, que priorizam projetos pessoais em vez de partidários. A jogada do ex-prefeito tenta eliminar de vez a possibilidade de segundo turno, possível com a melhora no desempenho do candidato petista nesta reta final de campanha. A temeridade de Hartung é que Roberto Carlos conquiste 10% de votos - na última pesquisa Brand/Século, ele apareceu com 2,8%. E tanto o candidato como a militância garantem que vão com unhas e dentes em busca desses votos. Se vingar, já avisaram: no embate com o ex-governador, vão de Renato Casagrande
 
Bateu de frente
Na reunião com o presidente nacional do PT, Rui Falcão, quando Coser propôs a desistência da candidatura própria em troca do apoio à presidente Dilma Rousseff no segundo turno, Roberto Carlos teria reagido energicamente. Disse que não é candidato laranja e, se Hartung pretende apoiar Dilma, que o faça agora.
 
Reincidente
Depois de abandonar o palanque presidencial petista em duas eleições no Estado, não dá para acreditar que Hartung vá abraçar Dilma, hora nenhuma. 

Aliás...
Nem mesmo Coser tem feito campanha para a presidente petista. Quem dirá para Roberto Carlos.
 
Mãos vazias
A seca de dinheiro para os candidatos ao pleito deste ano continua. Principalmente, porque não há mais como doar por debaixo dos panos. Ou seja, o empresário que apostar em um "cavalo" e ele perder, será cobrado depois. Ou enche o bolso de todo mundo, ou nem enche.
 
Em campo
Candidato à Assembleia, o ex-prefeito de Linhares Guerino Zanon (PMDB) disparou para cima de seus adversários em evento realizado no município pelo vereador Fabrício Lopes (PMDB), na noite dessa quarta (10). Sobrou para seu sucessor, Nozinho Correa (PDT), e os concorrentes locais: a vice-prefeita Eliana Dadalto (PTC), o deputado estadual José Carlos Elias (PDT) e o vereador Tarcísio Silva (PSB).
 
Representante
A família do ex-deputado Glauber Coelho quer fazer o vereador Alexandre Bastos (PSB), que está em seu quinto mandato em Cachoeiro, o herdeiro dos votos dele no sul do Estado. Estão em jogo entre 40 e 45 mil votos. Transfere?
 
Na conta de Deus
Em sua propaganda eleitoral na TV, Sônia Bueno, candidata a deputada federal pelo PV, pede votos com uma garantia: “Deus pode te restituir”. Assim é mole.
 
Quanto mais mexe...
O presidente da Convenção das Assembleias de Deus no Estado (Cadeeso), pastor Oscar de Moura, segue empenhado em garantir musculatura para a candidatura a deputado estadual do seu filho e também pastor, Oséias de Moura (PRB). Nos bastidores, circulam denúncias de que pastores têm sido coagidos e ameaçados de punição, caso não ajudem a eleger Oséias. Como, por exemplo, impedir a consagração de obreiros. 
 
Quanto mais mexe II...
Há, inclusive, informações de que o comitê de campanha de Oséias foi instalado dentro da Cadeeso, em Aribiri, Vila Velha. No Facebook, também circularam pedidos para que os fiéis coloquem a imagem de Oséias e do pai na foto do perfil. Oséias foi apresentado como candidato oficial da Cadeeso e das convenções do Rio de Janeiro – Ceader e Comadery -, em agosto passado. Evento em cerimonial de Bento Ferreira, Vitória, foi realizado só para isso.
 
140 toques
“Futebol é uma paixão na cultura brasileira. Mas há aquele que esconde até a camisa pelo qual torce (se torce)”. (Governador Renato Casagrande – PSB – no Twitter).
 
PENSAMENTO:
“A possessão do poder inevitavelmente dilapida o livre uso da razão”. Immanuel Kant

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Casagrande acusa governo Hartung de desvio de dinheiro e privilégios a familiares Em entrevista à TV Guarapari, governador fala sobre as passagens aéreas da ex-primeira-dama, da consultoria do ex-governador e do posto fantasma de Mimoso do Sul

Da Redação
09/09/2014 17:06 - Atualizado em 10/09/2014 09:00

O governador Renato Casagrande, candidato do PSB à reeleição, foi o sabatinado da TV Guarapari na série de entrevistas que a emissora vem fazendo com candidatos ao governo e ao Senado. Na noite dessa segunda-feira (8), o clímax da entrevista do socialista ficou reservado para os três minutos derradeiros do programa, quando o candidato faz suas considerações finais.
 
Casagrande surpreende ao fazer, pela primeira vez, acusações diretas ao candidato do PMDB, o ex-governador Paulo Hartung. Com os olhos enigmaticamente fixados na câmara, Casagrande assegurou que no seu governo não há denúncias de desvio de dinheiro público e tampouco privilégios a familiares. 
 
Acompanhe abaixo os três blocos da entrevista com o candidato Renato Casagrande
 
“No governo passado, há diversas denúncias”. E começou a listar. O governador falou sobre oposto fantasma de Mimoso do Sul, obra que consumiu mais de R$ 25 milhões dos cofres públicos, mas que sequer ultrapassou a fase de terraplanagem. 
 
O socialista denunciou também os valores mensais que a consultoria de Hartung recebia de empresas. Não disse explicitamente, mas se referiu as operações que a consultoria de Hartung fez com empresas ligadas ao seu governo. Conforme reportagem de Século Diário, a Éconos Consultoria, movimentou quase R$ 6 milhões em três anos, logo após Hartung deixar o governo. O ex-governador era sócio no negócio com o ex-secretário de Fazenda, José Teófilo. 
 
 
Casagrande não deixou de fora as viagens da ex-primeira dama Cristina Gomes. “Foram 90 viagens para o Rio e São Paulo, nos finais de semana, pagas com dinheiro público. Essas comparações têm de ser feitas. Não é questão de falar mal ou bem. Quando você vai para uma eleição, compara os candidatos, compara as obras, os serviços prestados e também o compromisso com os recursos públicos”, cutucou. 
 
Em recentes reportagens, Século Diário revelou que a ex-primeira-dama Cristina Gomes viajou, entre os anos de 2005 e 2010, 51 vezes para o Rio e para São Paulo, sem a companhia de Paulo Hartung, fora as outras vezes que viajou para essas duas capitais e para o exterior junto com o marido.
 
 
Do primeiro ao último minuto de entrevista, que durou cerca de 45 minutos, sempre que houve oportunidade, Casagrande comparou o seu governo com o do antecessor. “Em quatro anos de governo, fiz muito mais investimentos que nos oito anos do governo passado. Isso mostra capacidade de planejamento, responsabilidade com o dinheiro púbico”. 
 
Ele também procurou exaltar que investiu em infraestrutura e logística e na área social. “O governo passado cuidava só da economia. Nós conseguimos fazer a aliança do econômico com o social”. 
 
Com a mediação do jornalista Ricardo Conde, da TV Guarapari, Casagrande, além de responder a perguntas da produção do programa, de organizações sociais e de outros candidatos ao governo, foi sabatinado ao vivo pelos jornalistas Sandro Venturini (Rádio Sim) e José Rabelo (Século Diário). 
 
Ainda no primeiro bloco, José Rabelo pediu que o governador apresentasse três motivos para o eleitor indeciso votar nele e não no candidato do PMDB. 
 
Depois de enumerar algumas ações que seu governo fez em Guarapari, Casagrande voltou a repetir que fez muito mais investimentos no município do que o governo passado. E destacou: “Quando você vai votar, faz comparação. Essa eleição é isso. É o meu governo contra o governo passado. O cidadão de Guarapari vai verificar que fiz muito mais em quatro anos do que o governo passado em oito”, repetiu. 
 
O candidato do PSB acrescentou ainda que fez convênios com a Prefeitura de Guarapari, mesmo sem ter o apoio político do prefeito Orly Gomes (DEM). “Não persigo prefeitos”, registrou. “O outro candidato [Paulo Hartung] persegue”. Casagrande lembrou que o então governador Paulo Hartung perseguiu o ex-prefeito Max Filho (PSDB) e Neucimar Fraga (PV). “Vila Velha sofreu oito anos no governo passado”. 
 
Fim da unanimidade
 
No segundo bloco da sabatina, o jornalista de Século Diário pediu para o governador explicar ao eleitor de Guarapari onde termina o governo Hartung e começa o dele, já que havia um pacto de continuidade, que foi quebrado depois que Hartung se declarou candidato. Para evidenciar as semelhanças dos dois projetos, o jornalista perguntou sobre o fato de os principais financiadores de campanha apostarem as fichas nos dois candidatos. 
 
Casagrande disse, olhando com convicção para a câmera. “Eu tenho palavra”. O candidato socialista admitiu que vinha fazendo um governo de continuidade, compartilhado com o governo passado. “Dei sequência às obras e aos projetos. Mas comecei a implantar, sem dizer que estava implantando, um modelo novo de governo, preocupado com a área social”. 
 
Ele deu como exemplo os investimentos na área de segurança. “Quando cheguei ao governo, a segurança estava na UTI”. Casagrande falou também do “vazio” deixado pelo antecessor na área de saúde. “Ficamos 30 anos sem abrir um hospital. 
 
O candidato à reeleição disse que Hartung começou o Hospital Jayme dos Santos Neves no último ano de governo. “O São Lucas também começou no final do governo e de forma errada: de trás pra frente. Isso impediu que inaugurássemos partes do hospital”, criticou.
 
Casagrande disse que seu governo foi bom para Paulo Hartung até junho deste ano. A partir de junho, quando Hartung decidiu entrar na disputa, segundo o socialista, o grupo do antecessor começou a fazer críticas à sua gestão. “Quem tem de explicar posição é o grupo do governo passado. A partir do momento em que passaram a fazer críticas ao meu governo, deixei de ser afirmativo para ser comparativo”, justificou. 
 
Ambição pessoal
 
Durante a entrevista, Casagrande arriscou fazer uma reflexão sobre as causas que teriam levado o ex-governador a romper o pacto da continuidade. “Só pode ser por ambição pessoal. Interesse de retornar com um grupo ao poder para governarem sozinhos”. E acrescentou: “Interesse de se beneficiar de privilégios da administração pública para pessoas ligadas ao governo passado e para familiares dessas pessoas”. 
 
No terceiro e último bloco da entrevista o candidato do PSB analisou o “efeito Marina” na sua campanha. Ele ponderou que o bom desempenho da presidenciável do PSB, que está no “calcanhar” da candidata Dilma (PT), segundo as pesquisas, não vai influenciar diretamente no resultado das eleições para governador. 
 
“A colagem do meu nome ao de Marina é um processo que vai até o final das eleições. Não é fácil criar identidade de uma hora para outra entre lideranças”. Ele disse que o processo eleitoral tem diversas variáveis, e o vínculo com a candidatura nacional é uma dessas variáveis. “Não é essa variável que vai definir o processo eleitoral. Aqui no Estado, eu ajudo Marina e Marina me ajuda. 
 
O governador comentou ainda sobre os apoios clandestinos que caracterizam o palanque do seu adversário. Não chegou a citar nomes, mas fazia, provavelmente, menção ao apoio do ex-governador à candidatura ao Senado de João Coser (PT), em detrimento da candidata do PMDB, Rose de Freitas. 
 
O socialista disse que leva vantagem sobre o adversário porque no seu palanque não há apoios clandestinos. “Isso mostra que tenho ética e coerência”. 
 
Casagrande falou ainda abertamente do abandono de Hartung à candidatura do presidenciável tucano Aécio Neves. “O PSDB fez opção para coligar com o PMDB para dar palanque ao Aécio. Cadê o palanque do Aécio?”, provocou. 
 
Em seguida, sem citar o nome ele cobrou a coordenação política da campanha de Aécio no Estado, que é do senador Ricardo Ferraço (PMDB). “Onde está a coordenação de campanha do Aécio? Tem de ter coerência na hora boa e na ruim. Cadê o candidato do PMDB fazendo campanha para o Aécio”, cutucou. 
 
Em seguida, ainda ironizou: “O Aécio está aí sem palanque, sem nada, perdido”. 

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

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Por debaixo dos panos Há controvérsias no apoio da Cadeeso a Hartung. E como!

Manaira Medeiros
08/09/2014 16:36 - Atualizado em 08/09/2014 16:38

 
 
Se Paulo Hartung (PMDB) não dá ponto sem nó, o presidente da Convenção das Assembleias de Deus no Espírito Santo (Cadeeso), pastor Oscar de Moura, muito menos. Desde sexta-feira (5), quando anunciou apoio da Cadeeso à candidatura de Hartung ao governo, em matéria no jornal A Tribuna, os filiados à entidade não falam de outro assunto. Estão indignados e perplexos. Primeiro, a Cadeeso reúne ao todo mais seis mil pastores, que sequer sabiam das articulações do presidente; segundo, apontam que Oscar de Moura não tem autonomia para falar em nome do grupo sobre questões políticas, apenas eclesiásticas; terceiro, cada pastor é livre para escolher seu candidato, de acordo com suas próprias convicções. Ou seja, ao contrário do que o presidente da Cadeeso vendeu à população, não se trata de uma decisão em comum acordo, nem mesmo de 50 pastores da Mesa Diretora – na verdade, são 14.  Do jeito que os interesses pessoais da jogada foram mal digeridos, haverá reação. Tem pastor querendo levar assunto à assembleia. 
 
'Bufunfa'
Nos bastidores, os comentários são de que o pastor Oscar de Moura mudou de lado em poucas horas. Pela manhã, teria se reunido com o governador Renato Casagrande; à noite, convocou reunião às presas para declarar apoio a Hartung. 
 
'Bufunfa II'
A conversa central seria o apoio financeiro à candidatura à Assembleia Legislativa de seu filho, pastor Oséias de Moura, pelo PRB, que está na coligação do governador. Dizem que Oscar pediu uma bolada de saltar os olhos. Casagrande não topou. O outro lado, pelo visto, abriu a mão.
 
Minoria
Os filiados à Cadeeso lembram que o presidente da entidade sequer foi reconduzido ao cargo de maneira consensual, já que apenas 10% dos fiéis  votaram – são 600 mil ao todo, espalhados em 400 igrejas. Quem dirá falar em nome de todo o grupo. 
 
Minoria II
Tem mais: 80% dos pastores nem frequentam as reuniões na Cadeeso, pois estão no interior do Estado. Quer dizer, foi uma decisão de cúpula.
 
Melhor, impossível
Diante de um cenário desse, não há sombra de dúvida. Interessado nos votos dos evangélicos e da presidenciável Marina Silva (PSB), que é da Assembleia de Deus, Hartung encontrou no pastor Oscar de Moura a parceria perfeita. 
 
Endereço certo
Na reta final do pleito, as redes sociais “bombam”. Nessa sexta-feira (5), pelo Facebook, o governador Renato Casagrande disparou: “fui informado que os adversários estão revirando arquivos e processos de licitação “em busca de qualquer coisa que possa servir de base para denúncias contra o nosso governo. Isso que é procurar cabelo em ovo”. E prosseguiu...
 
Endereço certo II
“Ao contrário do governo passado, marcado por denúncias de superfaturamento de obras, desvio de recursos públicos e favorecimento de familiares, temos a administração estadual mais transparente do Brasil. E não há remédio melhor que a transparência, para evitar o mal da corrupção”. 
 
Qualquer semelhança...
A propósito, depois do evento de Casagrande no Álvares Cabral, em Vitória, que marcou o movimento “hora da virada”, Hartung convoca a militância para ato de campanha no mesmo local. Será nesta quinta-feira (11), às 18h30, com a seguinte chamada: “vamos abraçar o Espírito Santo, é hora de agitar nossa campanha”.
 
Clima de ‘já ganhou’
Coluna Cláudio Humberto desse domingo (7) prevê que o PMDB saia como o grande vitorioso das eleições deste ano nos estados. Nessa pegada, ele coloca Hartung com a “mão na taça”. Diz que no Estado o ex-governador “lidera com folga espantosa em relação ao rival Renato Casagrande, o atual governador”.
 
Em casa
Depois de cancelar o lançamento da sua candidatura à reeleição em Cachoeiro de Itapemirim, onde tem reduto eleitoral, em respeito à morte de Glauber Coelho, o deputado estadual anuncia a nova data: nesta quinta. Votos de Glauber, calculados em mais de 40 mil, devem ser pulverizados entre os demais candidatos do sul.
 
140 toques
“Parabéns, Vitória, 463 anos!” (Deputado estadual Cláudio Vereza – PT – no Twitter).
 
PENSAMENTO:
“A primeira impressão que se tem de um governante e da sua inteligência é dada pelos homens que o cercam.”. Nicolau Maquiavel

Coser troca o vermelho PT pelo verde na campanha ao Senado


Em meio às evidências de parceria “clandestina” com Hartung, identidade visual do petista vem dando o que falar


Renata Oliveira
08/09/2014 11:48 - Atualizado em 08/09/2014 15:28

O candidato ao Senado pelo PT, João Coser, se gaba de ser o quarto filiado ao partido no Brasil. A identidade com o PT sempre foi uma marca  das campanhas e das gestões dele, mas nesta eleição, a situação é diferente. Em meio aos rumores de que sua candidatura é clandestina no palanque de Paulo Hartung (PMDB), a identidade visual da campanha de Coser parece se afastar do ideário petista.

O tradicional vermelho PT deu lugar ao verde, sob a alegação de que são as cores do Brasil. A estratégia é diferente dos demais candidatos do partido em outros estados, em que há uma clara tentativa de reforçar a identidade partidária. Mas esse afastamento vai muito além das cores.

Exemplo disso é a página do candidato no Facebook. Foi preciso procurar muito até encontrar fotos ou postagens sobre a presidente Dilma Rousseff, candidata do partido à reeleição para a Presidência da República; e do candidato ao governo pelo PT, Roberto Carlos, com quem Coser deveria fazer dupla para reforçar o palanque.

Enquanto, ainda que em queda, lidera as pesquisas ao Senado, seu candidato não consegue se erguer nas pesquisas, mantendo um patamar muito aquém do esperado para uma candidatura petista, que seria em torno de 15%. Dilma também perde no Estado depois do fenômeno Marina Silva PSB), mas não parece haver preocupação do principal nome do partido no Estado nesta eleição em “rebocar” seus candidatos.

Diferentemente, por exemplo, do senador Eduardo Suplicy, candidato a reeleição em São Paulo, que seja na identidade visual da campanha, quanto nas postagens, tenta se aproximar da campanha presidencial, com fotos e postagens ao lado da presidente Dilma.

Para os meios políticos, a mudança na logomarca da candidatura de Coser seria para facilitar a movimentação ao lado do PMDB. Sem a identidade petista, fica mais fácil caminhar com Paulo Hartung.

Mas a dinâmica da campanha pode mudar no segundo turno, já que haveria uma tentativa com a nacional do PT de garantir uma parceria com o PMDB em uma eventual nova disputa no Estado. Nesse caso, Hartung, abandonando a campanha presidencial do tucano Aécio Neves (PSDB), estaria tentando se aproximar da presidente Dilma para enfrentar o palanque de Renato Casagrande, reforçado com a candidatura de Marina Silva, em uma segunda etapa.